Mais conselhos (in) viáveis!

Postado em 4 de Julho de 2008 por Daniel

Viver não é para amadores. Cuidado, não se perca! Portanto, muito siso.

Cuidado com as palavras. Não fale sem pensar; não dispare conceitos sem considerar quem lhe ouvirá. Não prometa milagre sem levar em conta a mãe que, naquele exato momento, troca as fraldas do filho tetraplégico. Não se gabe de ter acordado com saúde; o que essa gratidão significará para o homem que mal se recuperou da hemodiálise? Nunca defenda verdades livrescas, proteja o que promove a vida, considera o perdão e espalha o bem.
Cuidado com o comportamento. Não priorize desafios estratosféricos, tenha tempo para as pessoas. Não lute para cumprir roteiros alheios, prefira a alegria de arrepiar a pele com o afeto gratuito de gente simples. Não se satisfaça em imitar os bem sucedidos, escolha ser um caderno cheio de rabiscos mal corrigidos a uma Suma acadêmica. Não permita que as suas convicções se tornem exigentes, não se deixe suicidar por sua lucidez. Cante mesmo desafinando e dê de ombros se lhe acharem biruta. Fale sozinho. Não tenha vergonha de brigar diante do espelho, aponte o dedo e diga: “como você é ridículo”.
Cuidado com as companhias. Exile-se de seu castelo e vá ao encontro da mulher que aprendeu a voar com a elegância das aves que fogem do inverno. Seja parceiro de quem não esconde a lágrima na hora da emoção. Enlace o amigo que saiu em busca de si – ele pode ajudar a encontrar o homem que um dia você foi. Contudo, não se blinde contra o medíocre, acolha graciosamente quem lhe feriu e seja longânimo com o vil. Desça ao fosso onde jazem e peça um traço de luz para colorir suas patéticas existências.
Cuidado com os sentimentos. Abra-se para o imponderável e se atreva a viver sem apoios. Não tema a insegurança do porvir duvidoso. Arrisque-se, exponha-se. O cauteloso acaba pachorrento. Vidas bem pautadas são exemplos de pusilanimidade. Coma fruta da árvore, sem lavar; dance bolero; tente aprender judô; seja voluntário da Cruz Vermelha; compre pastel de feira-livre.
Cuidado com o tempo. Fixe o átimo ligeiro em sua retina. Torne-se um colecionador de momentos. O tempo passa como uma enxurrada, leva tudo e todos, mas não destrói o que a “alma provou e aprovou”. A mente só guarda o que lhe trouxe alegria, portanto, aprenda a transformar os espaços em catedrais, os dias em sábados, os encontros em alianças e as preces em poesia.
Aconselho tanta precaução porque a vida é frágil e fácil o caminho para a infelicidade. Antes que o coração fatigado se recuse a bater, antes que os olhos se fechem com a tristeza da morte, insisto, tome cuidado.
Soli Deo Gloria.

Ricardo Gondim

Extraído do www.ricardogondim.com.br

Quem fica no Caminho?

Postado em 1 de Julho de 2008 por Daniel

Gostei da avaliação do Marcelo nos 3 primeiros anos de estação em Santos - SP.

Uma breve análise…

Desde que o Vento soprou por aqui, muita gente passou pela Estação, a partir da qual um processo saudável de vinculamento tomou início. Até hoje ninguém se vinculou ao lugar como membresia arrolada. Não. O Chamado é para sermos membros uns dos outros. Não acho que uma coisa exclua a outro, acho só que a pedagogia do Evangelho exige que seja assim agora, visto que nossas mentes estão viciadas na institucionalização do Corpo (como se isso fosse possível!).
 
Obviamente, muitos não se vincularam comunitariamente. Tem quem não consiga fazê-lo sem preenchimentos de fichas e anúncios oficiais, cartas de transferência ou benção pastoral.
 
Outros tentaram ficar, mas não conseguiram se fixar no Nada, se sustentar sobre a falta absoluta de um chão institucionalizado. Ficaram perdidos sem pilares onde se apoiar, chocados com as colunas da secularidade que nos é típica e que chamam ‘profana’. Sentiram-se inseguros sem sacerdotes que os intermediasse, sem vitrais que os inspirassem a mais propícia atmosfera, sem a cultura religiosa que melhor correspondesse à familiaridade de sua cristianização de nascença.
 
Reconheço que aqui é tudo tão simples que até dá raiva!
 
Lugar onde as velhas magias, as unções fabricadas e os enredos frouxos não “colam”. Não ficaram porque ficaram decepcionados com uma arquitetura ministerial sem degraus. “Como subir se não há degraus?” Não gostaram de serem designados somente ‘servos’, tendo em vista o vasto currículo do sacro-ofício.
 
Não se sentiram bem de serem tratados como gente.

Aliás, alguns não gostaram da gente. Não gostam de gente que se pareça com gente sem sentir vergonha disso.

Quem fica numa Estação do Caminho da Graça, então?

Por aqui fica quem já não tem mais perguntas a fazer a Deus, mesmo carecendo de muitas respostas.
 
Fica quem sabe que é doente, quem sabe que é o menor, que sabe que nada sabe e quem sabe como convém saber!
 
Fica, acima de tudo, quem sabe que é o principal dos pecadores.
 
Fica quem não tem mais nada nas mãos para negociar.
 
Quem compra e vende no templo, não agüenta ficar por aqui não… Não tem sentido, não dá lucro!

Fica quem não tem nenhuma ambição para ficar, fica quem já morreu, fica quem faliu.

Para ficar aqui tem que lembrar que aqui não é um lugar de ficar, senão para servir o próximo que por aqui passa. Sim, aqui ninguém faz carreira, mas todo mundo tem compromisso com a samaritanização do amor de Deus na direção de gente roubada e extorquida pelo caminho da vida.

Quem fica por aqui tem que ter reverência pelo semelhante-tão-diferente, pelo diferente igualmente carente, faminto… humano!

Nesse ambiente de liberdade, ninguém é livre para dominar o povo!
Ninguém tem liberdade para infringir fardos pesados sobre costas alheias.
Onde liberdade e reverência se encontram, legalismos e libertinagens não contam!
Só fica aqui quem morreu para a Lei, e quem não vive mais para o pecado!
 
É assim que é. E em três assim sendo, já deu para ver que É!
 
Fique aqui, então.
 
Na mesma Graça,
 
Marcelo

Você é nosso convidado(a)!!!

Postado em 24 de Junho de 2008 por Daniel

convite_1_ano1.JPG

O primeiro ano da Iniciativa do Caminho em Brusque-SC

Postado em 19 de Junho de 2008 por Daniel

Depois de namorarmos o Caminho por um tempo, decidimos começar a reunirmos sem pretensões ou alvos a atingir. Apenas na simplicidade do Evangelho e na doçura de Jesus, que viria a amenizar alguns corações doídos e amargos.

Desde então, o Caminho da Graça como via existencial foi e continua acontecendo, segundo o caminho de cada um com Deus.

Assim, no dia 1 de junho completamos um ano de encontros no Caminho aqui em Brusque. Temos um pequeno grupo que tem se proposto a continuar a caminhada naquela simplicidade do Evangelho.

E isso muito nos alegra!

No próximo dia 28 junho, às 19h comemoraremos esse bom tempo vivido. Teremos conosco o Marcelo Quintela, mentor da estação Santos-SP, juntamente com a boa música dos amigos da estação Brusque.

Nesta oportunidade, também receberemos alguns amigos(as) da estação de Curitiba-PR.

E se você estiver aqui por perto, ou mesmo que seja de longe e queira vir pra cá, será para nós uma grande alegria recebê-lo.

Local: Villa Wegner(em frente a Escola Feliciano Pires), Rua Rodrigues Alves, 247.

Horário: 19h.

Fone: (47) 9912-0233 com Daniel ou (47) 3396.1068 à noite.

A simplicidade profunda e esmagadora de Jesus

Postado em 15 de Junho de 2008 por Daniel

A cada dia mais me impressiona a simplicidade de Jesus em relação a tudo.

 Ele negou-se a tratar de quase tudo o que a filosofia e a teologia tratam com avidez.  A origem do mal Ele simplesmente desprezou em qualquer que seja a explicação “metafísica”. Simplesmente disse que o mal existe. E o tratou com realidade óbvia.  O problema da dor foi por Ele tratado com as mãos, não com palavras e discursos.

As desigualdades sociais foram todas reconhecidas, mas não se o vê armando qualquer ação popular contra elas.
Seus protestos eram todos ligados à perversão do coração, mas nunca se tornavam projeto político, ou passeatas, ou bandeiras.
A “queda” não é objeto de nenhuma especulação da parte Dele. Bastava a todos ver as conseqüências dela.
Sobre a morte sua resposta foi a paz e a vida eterna.
Jamais tentou justificar o Pai de nada. Apenas disse que Ele é bom e justo.
Mandou lutar contra os poderes da hipocrisia e do desamor, mas não deu nenhuma garantia de que se os venceria na Terra.

Sua grande resposta à catástrofe humana foi a promessa de Sua vinda, e nada mais.

Nunca pediu que se estabelecesse o Reino de Deus fora do homem, mas sempre dentro dele; pois, fora, o reino, por hora, era do príncipe deste mundo.

Não buscou ninguém com poder a fim de ajudar qualquer coisa em Sua missão.

Adulto, foi ao templo apenas para pregar aquilo que acabaria com o significado do templo como lugar de culto.

Fez da vida o sagrado, e de todo homem um altar no qual Deus é servido em amor.

Chamou o dinheiro de “deus”, mas se serviu dele como simples meio.

Pagou impostos; mas nunca cobrou nada de ninguém, exceto amor ao próximo.

A morte para Ele não era mesma coisa que é para nós. Morrer não era mal. Viver mal é que era mau.
Em Seus ensinos Ele sempre parte do que existe como realidade e nega-se fazer qualquer viagem para aquém do dia de hoje.
Para Ele o mundo se explicava pelas ações dos homens, e prescindia de analises; pois, tudo era mais que óbvio.
Não teologizou sobre nada. E todas as Suas respostas aos escribas e teólogos eram feitas de questões sobre a vida e seu significado agora; e sempre relacionado ao que se tem que ser e fazer.
Quando indagado de onde vinha o “joio”, Ele simplesmente diz: “Um inimigo fez isso…” — referindo-se ao diabo.
Prega a Palavra, e não tenta controlá-la.
Vê pessoas crerem, mas não tem nenhuma fixação em fazê-las suas seguidoras físicas e geográficas.
Não tem pressa, embora saiba que o mundo precisa conhecer Sua Palavra.
Cita as Escrituras sem nenhuma preocupação com autores, contextos ou momentos históricos.
Arranca certezas da Palavra baseadas em um verbo “ser” — aludindo ao fato de Deus ser Deus de vivos e não de mortos, pois, “para ele todos vivem”. 
Ensina que a morte é o fundamento da vida, e tira dela o poder de matar, dando a ela a força das sementes que ao morrerem dão muito fruto.
E assim Ele vai…
E assim Nele é!

  Nele, para Quem a filosofia é a vida em amor,

Caio

Extraído do www.caiofabio.com

Amar é..

Postado em 8 de Junho de 2008 por Daniel

Amar: ter interesse real na vida do outro..sugerir caminhos para melhorar… colocar-se a postos para ouvir dúvidas… lembrar de coisas que o tornam importante… perdoar um ao outro… não transformar a mágoa em munição… fazer se sentir bem-vindo, se sentir inteiro… saber não existir assunto proibido… tudo pode ser dito e compreendido… ser exatamente como é, sem inventar personagem para a relação; personagem nenhum se sustenta muito tempo…
Luiz Carlos Kechichian, in http://www.mirantte.com.br/arquivos/noticia/Ed.Junho2005.pdf

Coragem para pensar fora da caixa

Postado em 1 de Junho de 2008 por Daniel

por Ricardo Gondim.

Os escritores norte-americanos Phillip Yancey, Ronald Sider, Rob Bell e Jim Wallis vêm afirmando que o movimento evangélico já não consegue responder satisfatoriamente aos desafios deste milênio.

Realmente. Na Europa pós-cristã, ele permanece periférico; nos Estados Unidos, foi absorvido pela religião civil do “Destino Manifesto” – que considera o país eleito e abençoado por Deus; na América Latina seu crescimento numérico o afasta do protestantismo clássico enquanto se condena a tornar-se uma religião popular sem práxis transformadora.

Considerando a obra de Thomas Kuhn sobre mudanças de paradigmas, “A estrutura das Revoluções Científicas”, dá para perceber como o movimento evangélico se esvazia. Para Kuhn, um paradigma enfraquece quando se torna incapaz de explicar algum fenômeno científico, mesmo que já tenha servido para nortear a pesquisa. Os paradigmas, depois de convincentemente desafiados por novas evidências, precisam sofrer mudanças. Na tese de Kuhn, enquanto um paradigma se mostrar eficiente, as pesquisas e as descobertas são graduais e cumulativas. Porém, no instante em que as inovações deixam de ser absorvidas, as rupturas passam a ser bruscas; surgem pessoas que se atrevem a desafiar tanto os antigos conceitos quanto a noção do progresso gradual e constante do saber em direção à verdade. Muito tem sido publicado procurando um diálogo da teologia com a historiografia, psicologia, física quântica, sociologia, antropologia e até arqueologia; novos pensadores evangélicos se revezam criticando alguns pressupostos.

Segundo Kuhn, todos eles pagarão um alto preço por essa aventura; seguirão Galileu, que quase morreu quando descobriu que Júpiter tinha luas. Por derrubar a astronomia ptolomaica desacreditou também a teologia que acreditava num universo geocêntrico. A igreja defendeu seus dogmas e Galileu, para salvar a pele, precisou se retratar.Os evangélicos tentam responder à atual crise de várias maneiras.

Com a resposta piedosa. Ressoam apelos de que os crentes precisam voltar a orar. Li no quadro de aviso de uma igreja uma convocação para que os crentes entrassem numa “maratona” de oração. O pastor queria promover um avivamento espiritual colocando sua congregação de joelhos.
Vale perguntar se é preciso mais intercessão ou se não é hora de repensar o conteúdo das orações. Convivi entre os pentecostais por anos e posso afirmar, sem medo de errar, que multiplicar os “círculos de oração”; não resolverá o problema. Com a resposta legalista. Avivalistas acusam, com dedo em riste, que “o mundo entrou na igreja”. Alguns acham que conseguirão anular o declínio ético propondo que “endurecereçamos” nos usos e costumes.
Os jovens, principalmente, deveriam se arrepender do estilo de vida “carnal” que adotaram. Eles esquecem que o legalismo não tem valor nenhum contra a sensualidade e que impor tantas exigências acaba gerando mais hipocrisia. Com a resposta ortodoxa. Já escutei líderes evangélicos afirmarem que carecemos de uma nova Reforma. Alguns buscam reavivar liturgias e paramentos de trezentos anos atrás. Os evangélicos realmente se distanciaram de várias doutrinas do protestantismo do século XVI.

Contudo, seria ilusão pensar que um novo Lutero resgatará o movimento. Em um mundo globalizado, com tanta complexidade cultural, uma nova Reforma, semelhante àquela, jamais se repetirá. Com a resposta organizacional. Principalmente os estadunidenses tentam manter suas igrejas pelo viés da administração eclesiástica. Eles acreditam que a fé voltará a ser relevante com uma liturgia mais “amigável”, com uma mensagem mais contemporânea, com bons estacionamentos e criando redes ministeriais.  Diante da crise, acredito ser preciso fazer um novo “dever de casa”; admitir que urge começar a pensar fora da antiga caixa e ter coragem de enfrentar novos desafios.  Para essa tarefa, proponho que a Graça volte a ser pedra principal da espiritualidade cristã e que o exercício teológico leve, até as ultimas conseqüências, o amor gratuito de Deus; que se enfatize que Ele não faz acepção de pessoas; que se reverta a tendência de transformar as igrejas em “Bingos” onde muitos buscam milagre e poucos recebem benção.
Por último, é preciso aprender a pensar globalmente. Não é possível continuar apostando que Deus prospera os crentes que gostam de supérfluos e desprezar os miseráveis dos campos de refugiados africanos e das periferias urbanas brasileiras.  Junto com o enfraquecimento de um paradigma tanto existe o desafio para que saiamos do quadrado e demos um salto qualitativo, como a possibilidade de nos condenarmos ao anacronismo. A decisão está em nossas mãos.

Soli Deo Gloria.

Extraído do www.ricardogondim.com.br

Frases para meditar…

Postado em 25 de Maio de 2008 por Daniel

” Mas a quem hei de comparar esta geração? É semelhante a meninos que, sentados nas praças, gritam aos companheiros:
Nós vos tocamos flauta, e não dançastes…”

(Jesus de Nazaré)

“Eu não sei nada, exceto uma coisa que todos sabem - quando a Graça dança, eu também devo dançar”.
(W.H. Auden)

“E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.” (Friedrich Nietzsche)

O Milagre do Encontro

Postado em 11 de Maio de 2008 por Daniel

Encontrar é não é acaso, é alegria de ver o outro. E, no outro se ver…
É ver possibilidades, chances de se doar, de ter momentos para aprender,
De dividir o pão, de enxugar lágrimas do outro, de ver o outro crescer,
De crescer com o outro,

Dos encontros, saem vidas… vida nova, nova vida…
é assim o milagre do “acaso pensado”.

Das mãos, que
fizeram do encontro do cháos, os mundos.
E que faz todos os dias, nos minutos, o milagre do momento.
Que fez a Graça nos achar, e nos deu a graça da percepção,
é assim… no encontro de tudo o que a vida é:
Da dor, de amor, de tristezas ou das lágrimas alegres,
da esperança, e da certeza, que todos nossos encontros
serão para Ele…

Pois, Ele é nosso maior achado.Luiz C. Ferreira

A Era do Gelo

Postado em 28 de Abril de 2008 por Daniel

“E por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.” (Mt 24.12)

As mudanças climáticas do planeta têm sido um grito de alerta para a humanidade. Enquanto o superaquecimento global traz à tona contornos apocalípticos, um fenômeno inverso me desperta à reflexão. O amor de muitos está esfriando, galopantemente.

Lembro-me que, na infância, meu sentimento em relação ao próximo era bastante diferente deste que me invade atualmente. Ao passar pelas ruas e ver as misérias ambulantes, não me continha de tanto dó. Também a época era outra. Não apenas pelo fato de eu ser criança e, sim, porque, verdadeiramente, os homens nutriam mais solidariedade. Não existia a “enchente” de iniqüidades que há no mundo de hoje. Para se ter uma idéia, a duas décadas, o número de meninas que engravidavam aos 9 anos era quase inexistente. Não se via, freqüentemente, netos matando avós, nem em noticiários, pais matando filhos indefesos e, muito menos, bebês sendo, cruelmente, molestados sexualmente. Na corrida do tempo, com a multiplicação da iniqüidade, o amor de muitos têm esfriado.

A Era do Gelo alcançou as pessoas sem que elas se apercebessem disso.

E como está o teu coração diante dessa banalização da maldade?

Satisfeito?

Passivo?

Revoltado?

Inconformado?

Perseverante no bem?

Rendido ao mal?

A tendência daqui para frente é encontrarmos corações cada vez mais petrificados pelo gelo desta era. E não te assustes se foste tomado pelo frio do desamor.

O período da glaciação chegou e não há retorno.

Se o teu interior ainda se encontra revoltado, inconformado ou perseverante perante o quadro estabelecido, é um sinal de que a chama não se extinguiu.

Portanto, fiques atento ao que se passa em tuas motivações, cultivando essa luz que te resta, no intuito de que, mediante seu queimar, outros corações que entraram em estado de congelamento sejam inflamados e, assim, escapem dessa Era do Gelo.

Edson Rodrigues,
07/04/08,
Recife/PE.