07/05. Saímos de manhã pra Uyo, capital de Akwa Ibom, onde fica o orfanato Divine Centre, onde estão as 200 e poucas crianças estigmatizadas que o governo tirou do Crarn. Íamos conhecê-las, algumas delas foram resgatadas pela nossa equipe, a maioria delas nosso pessoal conheceu pessoalmente e ajudou a cuidar até o dia do sumiço das crianças, quando o governo as levou de lá na calada da noite sem dar nenhuma explicação. Depois que o pessoal soube onde as crianças estavam, foi até lá várias vezes pra ver como estavam, levar roupas e brinquedos e dar um pouco de carinho pra eles. Até hoje. Fomos proibidos de ver as crianças assim que chegamos. Exigiram autorização especial e um monte de burocracias. Enquanto discutíamos com os seguranças e as mulheres responsáveis pelo local, apareceu outra mulher, chamada Princess, que estava ali só de passagem, visitando as crianças. Quis saber quem éramos o que fazíamos e depois de tudo explicado nos convidou para, no fim do dia, às 17h, encontrá-la no seu escritório. Perguntamos onde ficava e ela respondeu “na casa do governo”. A mulher trabalhava em projetos sociais junto com a primeira dama do estado de Akwa Ibom. Saímos dali sem ver as crianças mas com a possibilidade de um bom contato. Passamos no Special Children Center, orfanato para órfãos disponíveis pra adoção, onde está uma das nossas crianças estigmatizadas, nome??. Um lugar bacana. Falamos com a diretora, gravamos nossa conversa e uma entrevista. A menina parece bem cuidada ali. Depois passamos na megasuperultranovíssimamodernasofisticada “e-library” de Uyon. Deve ser um dos prédios mais chocantemente bonitos e sofisticados do país. Tá praticamante pronta a mais de um ano, mas continua fechada pra população. Os white man aqui foram convidados pelo encarregado a conhecer toda obra faraônica por dentro. Um espetáculo, mas estranha e exagradamente fora do contexto. Depois fomos à galeria de arte moderna da cidade. Bem pequeninha, humilde e simples. Alguns bons trabalhos lá dentro, mas infelismente não pudemos registrar quase nada. Andamos no microtáxis malucos no meio do trânsito mais maluco ainda da Nigéria. Depois fomos à Casa do Governo. Pensamos em filmar algo discretamente lá, mas graças a Deus abandonamos a idéia. Havia um detector de metais na entrada do prédio. O povo aqui tem neuroses assustadoras com filmagens e fotografias. Nada pode ser mostrado, registrado, fotografado. Tudo tem que ser feito discreta e rapidamente, e os nativos já ficam alvoroçados, apontando e gritando “whats up white man?”. Polícia e órgãos oficiais são terminantemente proibidos de fotografar ou filmar. Esquisito pacas. Enfim, não registramos nada lá dentro, mas a conversa foi boa. A assistente da primeira dama nos recebeu, pegou nossos contatos e fones na Nigéria e em UK, e nos deu seu contato. Ofereceu ajuda, pediu apoio e parceria. Também ofereceu ajuda no desembaraço do container que vamos mandar pra cá do Brasil. Disse que agilizaria as coisas pra não termos nenhum problema com esse container. Voltamos pra Eket, arroz com chicken pipe, entrevsita com o Léo sobre a conversa na Casa do Governo e sessão de descarrego de imagens no quarto.
08/05. Tá acabando. Temos um monte de coisa pra gravar e pouco tempo. Perdemos a manhã de hoje gravando cenas do centro da cidade e do curiosíssimo mercado. Compramos alguns presentinhos pras mulheres e filhos, compramos os suplementos alimentares pra Victoria e pro Bobo e passamos no Hotel pra tomar alguma coisa. Tava quente demais hoje e o pessoal ‘tava tudo meio lesado’. Reidratados, fomos pro Orfanato James e nos pegaram lá de surpresa com uma recepção formal cheia de lerolero que não nos interessava nem um pouco e miou com nosso plano de ir até a praia de Ibeno no fim da tarde. Os caras fizeram um mini cultinho pra puxar nosso saco, mas acabaram mesmo enchendo nosso saco. Foi bonitinho o coralzinho e tudo mais, mas tudo muito formal, muito teatral. Não pudemos fazer nada do que pretendíamos. Concluímos que não devemos nunca mais avisar com antecedência que vamos lá. Negócio é chegar de surpresa. Perdemos horas lá e tivemos que voltar pro Hotel. Foi um dia meio perdido no meio de tanta coisa ainda por fazer em tão pouco tempo. Amanhã vamos cedinho pra praia. Já de noite a Diana apareceu, vindo de Oron, onde foi fazer contato com o pai do Michael, pra tentar autorização pra retirar o menino, uma vez que continua sendo tratado como bruxo por lá. O pai não quis ceder, disse que quer ficar com a crianças pra não ter problemas com a polícia (a lei aqui não permite maltratar cirança por ser bruxa, mas a prática continua totalmente dissiminada). Decidimos reportar a situação pra assistência social do município e tentar uma inttervenção legal para retirar a criança. Quando estivemos na vila do Michael, ficou claro que a crença na bruxaria infantil ainda é fortíssima lá e se nem o pai dá proteção pro menino, deixando-o trancado o dia todo fora de casa, quem sabe o que a vizinhança poderá fazer pra se proteger no ‘menino-bruxo’ que ronda suas casas? Quem ainda acha que isso é um problema cultural, deve vir aqui conhecer o sorriso do pequeno Michael e ver nos olhinhos dele o medo e a carência que o cercam. Depois conversamos de novo. Esperamos que a assistência social de Oron aja com velocidade.
Tuco
Olá à todos!
Agora são 20h20. Chegamos de uma volta pra conhecer 2 orfanatos. O St James e o antigo Crarn, hoje fechado, mas onde ainda vivem algumas crianças, escondidas, com uns caras do antigo Crarn cuidando delas. Tudo na moita, sem governo e polícia saberem, pelo menos oficialmente. Havia 12 crianças lá, mas acabamos de descobrir que 8 delas sumiram. Talvez pra trabalhar pra madeireiras, mas não se sabe ao certo. Restam 4 lá. No St James conhecemos a Victoria e a Ester. As duas estão no livro. Menininhas fofas, lindas. Fizemos as primeiras imagens e foi bastante animador. Começo a acreditar que vamos ter um material legal no final dessas duas semanas
abs.
Tuco
Tags: Crianças Bruxas, Nigéria
Nossos manos Tuco, Juan e Tato foram para a Nigéria para documentar o problema das crianças bruxas. Conforme vamos sabendo das novidades, compartilho aqui. Valeu, Daniel Bedhung
Oioioi!
Chegamos na Nigéria. Viajem ótima. Dormi 4h direto. No aeroporto foi uma confusão. Caiu a luz bem quando iam verificar meu passaporte. Tive que ficar meia hora esperando e os nativos aqui brigando com os policiais, num bate boca bem engraçado. Achamos o Léo bem fácil. Nossa bagagem está toda conosco. Vamos passar essa noite num hotelzinho simpático. Tem água quente, cama fofinha e ar-condicionado. Amanhã acordamos às 6h e vamos pro aeroporto. Partimos às 9h pra Eket. A cidade de Lagos é uma maluquice. Muito engraçado. O trasnsito é um caos, o comércio todo na rua, uma confusão bem doida. Jantamos num shopping chique. Nosso motorista, Raymond, queria nos mostrar que tem coisa bacana na Nigéria tb
Amanhã, descendo pro sul, começamos a parte mais complexa da viagem.
Até aqui tudo bem. Espero que com vcs também. Fiquem bem, com Jesus.
Tuco
Tags: Crianças Bruxas, Nigéria
Alguém aí tem pensado em fazer amizade ainda?
Ou este assunto é tipo daqueles do “último romântico”?
Pensando no que escrever pra concorrer no concurso, esta cachola se rendeu a um assunto que já está aqui dentro: Amizade. Por que parece tão difícil fazer uma boa amizade?
Estou pensando nisto há algum tempo já. Será que com a idade fica mais difícil fazer amigos pelas nossas próprias exigências e esquizitices?
Será que o nosso padrão é inatingível?
Ou não sou uma boa companhia que seja desejada?
Não sei você, mas eu já tive a sensação de estar mendigando uma amizade
Aconteceu há um tempinho atrás. Achei um rapaz com uma conversa interessante. Parecia ser “do bem” como eu. Sabe quando a gente pensa “taí uma pessoa legal, com quem acho que os papos irão fluir e não vai ficar só no trivial como acontece com a maioria dos conhecidos. Então, ensaiei algo que gerasse um convite da parte dele pra fazermos algo juntos eu, minha esposa, ele e a esposa dele. Nada. Fui um pouco mais direto: “Tu faz alguma coisa no final de semana?” e a resposta desanimadora: “Sempre tenho alguma atividade com uns amigos que temos”… e mais nada! Acabou ali o assunto.
Bateu uma tristeza depois daquele momento. Uma tristeza por ser carente. Acho que eu e mais alguns no mundo não nascemos para ser uma ilha como já ouvi um dia. Mas apesar da depressão momentânea, surgiu um amadurecimento. Comecei a pensar mais sobre tipo se rolar, rolou. Valorizar quem já está perto e está aberto para a troca que a amizade verdadeira pode gerar. Sobre o que penso destas trocas, posso escrever outro dia, se vier a inspiração.
Por hoje é só pessoal!
Daniel Bedhung
Pros amigos/irmãos que andam comigo por aí e comigo repartem pão, vinho e vida, em casa, nas montanhas e rios, nA trilha, nos corredores do hospital ou seja lá onde for.
Às vezes pensamos que o que separa um jovem cristão de um fariseu é uma grande distância. Quando eu era mais jovem, durante a revolução dos costumes ocorrida na década de 60, pensava que havia duas coisas que me separavam de um fariseu. A primeira era o próprio fato de eu ser jovem e liberado. A segunda, o fato de eu pertencer àquela geração que transtornou os costumes moralistas ensinados durante séculos. No entanto, mesmo antes de eu encontrar Jesus, lá mesmo onde eu estava, em meio aos hippies e liberados rapazes e moças daquela geração, a hipocrisia podia ser encontrada. Depois que me tornei cristão, logo percebi que o farisaísmo não tem idade: ele se esconde em qualquer lugar, e, muitas vezes, com mais facilidade ainda sob as vestimentas religiosas.
Jesus advertiu os seus discípulos de que a condenação do fariseu não tinha paralelo entre os demais pecadores daqueles dias. As prostitutas, os publicanos, os pervertidos e os demais párias daquela sociedade – com os quais Jesus estava em permanente contato – jamais receberam tão intensas ameaças de severo juízo quanto os fariseus. Com essa afirmação eu não estou dizendo que eles não eram também passíveis de juízo, pelos seus próprios pecados. O que estou dizendo é que para Jesus, os pecados deles eram pecados mais “verdadeiros”. Nem por isso eles deixaram de estar sob o crivo do juízo de Deus; porém, com muito menor rigor, nos graus da condenação, do que o que estava prometido para o falso religioso.
Jesus disse que “por fora” os fariseus eram perfeitos; todavia, o interior era um lixo. O Senhor disse que era como alguém que só lava o prato de comida por fora e que é capaz de comer no mesmo prato sujo, a vida toda (você pode se imaginar comendo no mesmo prato sujo a vida inteira? Você pode se imaginar bebendo água num copo sujo por toda a sua vida?). E ainda: que eles eram como sepulcros pintados de branco – mostrando beleza enquanto a podridão acontecia do “lado de dentro”. Isso significa que é bastante possível que as pessoas se escondam sob as vestes religiosas para mascararem seus reais valores interiores. Muita gente, e mesmo jovens, se esconde sob o disfarce religioso a fim de pecar com mais “segurança”.
Psicologicamente falando, esse fenômeno de se esconder embaixo das vestes religiosas para pecar com mais profundidade não é totalmente estranho. Aliás, o melhor lugar para esconder nossa própria maldade é a igreja. Nós que somos membros da igreja devemos sempre ter a coragem de perguntar o que significa nossa presença no ajuntamento do povo de Deus. Isso porque na igreja há sempre dois tipos de pessoas: aquelas que escondem sua própria maldade e dureza interior sob o disfarce da fé e da moralidade, e aquelas que se conhecem como pecadoras e que escondem a si mesmas sob o sangue de Jesus. O primeiro grupo esconde a sua maldade. O segundo grupo esconde a si mesmo enquanto confessa a sua própria culpa.
A questão é: como pode isso se desenvolver? Eu ouso afirmar que o problema está nos nossos padrões de espiritualidade, os quais muitas vezes são falsos. Por isso, quando alguém está tentado a pecar, está também, automaticamente, tentado a esconder sua tentação sob o disfarce do radicalismo comportamental. Dessa forma, quase sempre os cristãos, antes de caírem numa tentação, caem em uma outra: a tentação de aparentarem uma vida que está para além da possibilidade do pecado. Obviamente ninguém fica mais vulnerável ao pecado do que aquele que não admite sua própria vulnerabilidade.
Acontece que isso é um círculo vicioso. Primeiro, a pessoa é tentada. Depois ela sente a obrigação de mascarar essa realidade. Ora, quando isso acontece essa pessoa está se condicionando psicologicamente para se tornar um hipócrita.
E que é o hipócrita, senão aquele que não assume o que é e aquilo contra o que luta? E quem consegue viver a vida inteira escondendo de si mesmo e dos irmãos as suas fraquezas sem que, de um modo ou de outro, acabe caindo diante daquilo que ele nega como sendo sua própria sedução? Daí, a inferência de que quanto mais “espiritual” for o ajuntamento cristão, mais propício ao pecado ele será. Justamente aqui nós estamos diante de um grande paradoxo cristão: bem-aventurados sejam os fracos, os mansos e aqueles que são capazes de chorar. Somente depois é que se fala dos limpos de coração. Só é limpo de coração quem limpa o coração diante de Deus e dos irmãos, mediante frequentes confissões de carência humana. Não existe tal pessoa limpa de coração que seja solitária e incapaz de constantes revisões de vida. Não existe ninguém permanentemente limpo de coração. Existem apenas aqueles que se deixam limpar mediante a confissão e a sinceridade de uma vida que não tem medo de ser suficientemente humana para confessar tendências em vez de assumir um outro lado de sua humanidade: o pervertido lado de sua humanidade-inumana, que prefere esconder tendências e viver pecados.
Quando esse tipo de comportamento se desenvolve, o que acontece é que a tendência da pessoa é assumir cada vez mais a “santidade” publicamente, a fim de compensar suas incoerências vividas nos bastidores. Daí que pessoalmente eu me impressiono muito mal com pessoas cuja ênfase na santidade me soe um tanto extravagante. Para mim, na maioria das vezes esse comportamento esconde um conflito interior justamente naquela área que se tornou um obsessivo discurso. Pessoas equilibradas tendem a falar de tudo, ao invés de se tornarem obcecadas por um discurso só. E mesmo quando alguém tem uma ênfase pessoal e particular na vida, se essa pessoa é saudável tal ênfase será vivida sem nenhum espírito de cobrança para com aqueles que não conseguem viver a vida com o mesmo peso, naquela área. Ora, tudo isso me leva a afirmar que muito daquilo que temos chamado de “consagração” na vida cristã possivelmente não passe de um atestado de nossa própria conflitividade não confessada e não assumida.
O que complica bastante a situação daquele que assim se comporta é o fato de que quando alguém vive com tal capacidade de se disfarçar, isso pode significar que ela está desenvolvendo uma profunda maldade em sua própria alma: a maldade de ser tão mal, que tenta enganar a todos sob a máscara da bondade. Vale lembrar que para Jesus esse era o mal maior na vida, o mal dos fariseus, o mal dos religiosos, o mal dos falsos profetas, daqueles que se mostram ovelhas mas que de fato são lobos.
Nós que somos pessoas da igreja precisamos urgentemente aprender que a maior mentira que se comete na vida não é aquela que se diz, mas aquela com a qual se vive. Precisamos recuperar o senso de “intimidade” e de “interioridade” das verdades do Evangelho. Temos que pedir a Deus que nos liberte das falsas e malignas noções de espiritualidade. É urgente que reassumamos nossa herança Reformada, a qual afirma nossa impossibilidade inerente para a bondade absoluta, e nos remete humildes e dependentes para a graça de Deus. Caso contrário, corremos o risco de nos tornarmos pessoas muito más. Aliás, a História está repleta de testemunhos dessa nossa capacidade de nos tornarmos mais maus do que os mais maus.
Este mal vem justamente da nossa relação com o Sagrado. Nada é mais intenso que aquilo que é divino. Quando alguém mantém uma sadia relação com o Sagrado, tal pessoa torna-se santa e bonita. De outro lado, quando a relação com o Sagrado acontece desde uma perspectiva de orgulho, autossuficiência e hipocrisia, então nada faz adoecer mais do que essa versão religiosa da maldade. Daí que Lúcifer tornou-se mau na exata proporção de sua anterior virtude. Assim, onde abundou a graça, superabundou o pecado. Nós temos afirmado esse princípio apenas na dimensão paulina: “onde abundou o pecado superabundou a graça”. Todavia, Pedro coloca a mesma verdade desde uma outra referência histórica: “o seu estado se torna pior do que primeiro”. Ou ainda: “melhor lhes fora jamais terem conhecido o caminho da verdade do que, após o terem conhecido, o abandonarem”.
Certa vez C. S. Lewis disse que o pior diabo é aquele que nós pensamos que não existe. Eu ouso, respeitosamente, contrariar esse que foi um dos maiores pensadores cristãos de todos os tempos, para dizer que, para mim, o pior diabo é aquele ao qual nós nos “acostumamos”. Isso porque quando alguém não sabe ou não crê que o diabo existe, está menos exposto à total força do diabo, pelo simples fato de “sinceramente” não crer ou não admitir a existência dele. Há um grande poder espiritual na verdade, mesmo que aquele que a demonstre seja um ateu. Todavia, quando alguém sabe que o mal existe como mal real e objetivo, mas a despeito disso vive em cínica indiferença para com esse poder, tal pessoa não se torna apenas vulnerável ao mal, mas se torna, ela mesma, parte da própria realidade do mal. Ninguém é mais maligno do que aquele que consegue se tornar indiferente ao poder do mal enquanto admite a sua existência. Gente assim vive uma espécie de “crente-descrença” no poder do mal. Ora, é simples inferir que é mais fácil achar gente assim domingo de manhã na igreja, do que num laboratório de ateus confessos. É mais fácil achar esses jovens cantando com as mãos levantadas num culto animado, do que nas praças. Aqueles que estão vivendo sua alienação de Deus e do diabo muitas vezes fazem isso em absoluta ignorância; mas muitos dos que lotam nossos templos cristãos e nossas reuniões são do tipo de gente que consegue “levantar as mãos ao Senhor” e depois, mesmo contra a Palavra do Senhor que eles conhecem, ser capaz de levar uma irmãzinha, companheira de louvor, “para a cama”.
Eu sei que para muita gente as afirmações que tenho feito podem soar excessivamente fortes. No entanto, não tenho o menor temor de estar equivocado a esse respeito. Tenho a própria história bíblica e a história da Igreja para confirmarem tais declarações. E além disso, é só olhar em volta para se constatar que há uma grande abundância de testemunhos contemporâneos corroborando o que estou dizendo.
Tudo o que eu disse até aqui tem a finalidade de estimular você, que deseja andar com Jesus, a coerentemente tomar a cruz e segui-lo. Não é fácil assumir as dores que vêm como resultado de uma vida sincera. É duro, o preço da verdade. Mas é a única forma de andar com Deus. É preciso ter “coragem de ser diferente”. Não diferente apenas mediante uma postura de “fachada”. É preciso ser diferente desde o coração. Só assim se edifica um “compromisso capaz de fazer diferença”.
Faz quinze anos que eu venho andando com Jesus e fazendo todo o possível para, no dia a dia, não me esquecer dessas verdades a respeito das quais acabei de escrever. Mas uma coisa tem me ajudado muito, nesses anos: a lembrança de que eu não tenho que ser, para ninguém, qualquer coisa além daquilo que Deus sabe que eu sou. Isso me ajuda a não ter medo de ser gente. Todavia, essa mesma verdade me ajuda a ser aquilo que, na graça de Deus, eu devo ser na minha “identificação gradual na História”. E quando me sinto tentado a pensar diferente, eu me lembro que os felizes, do ponto de vista de Jesus, são os que têm coragem de chorar, os mansos, os que têm fome e sede de justiça – ou seja, os que querem mais –, os misericordiosos, os que se purificam na graça de Deus, os que vivem para construir pontes entre os separados pelo ódio, e os que assumem a perseguição como o resultado mais natural da sua relação com Jesus, aquele que por viver tão diferentemente dos padrões vigentes, sofreu o preço de uma existência capaz de ser radicalmente relevante; aquele que mostrava seu brilho pessoal a poucos (transfiguração), mas que não teve vergonha de mostrar sua dor e verdade humanas a todos, na cruz.
Somente vivendo com essa compreensão evitaremos a terrível realidade de nos tornarmos hoje os fariseus que Jesus repudiou ontem. Como você viu, não há muita distância entre um jovem e um fariseu bem apessoado. Cabe a você jamais chegar lá.
Rev. CAIO FÁBIO D’ARAÚJO FILHO
*Texto publicado na revista do congresso Geração 90 (MPC) – Brasília, 1990.
Contribuição de Jefferson Santos Soares e Néjea Madruga
No Twitter tudo é muito rápido, é uma comunicação que precisa ser muito direta. E eu pedi para ter este tempo aqui por uma razão básica: eu quero, de todo o coração, que neste ano de 2012 nós usemos todos os recursos que nos estejam disponíveis… na internet; não apenas a Vem&Vê TV, mas queremos entrar séria e pesadadamente em todas as redes sociais, em todas as formas de multiplicação e de expansão da palavra de Deus.
Esses são tempos muito especiais, tempos muito ambivalentes. E por que? Porque se de um lado há uma fartura extraordinária e perversa de promoção daquilo que não é Evangelho, sendo feito em nome do Evangelho, em nome de Jesus, em nome da igreja de Deus, e é a maioria esmagadora que vem fazendo isso por todos os meios e modos, de outro lado está havendo também, como nunca antes nas gerações que nos precederam, a oportunidade de que qualquer pessoa no Planeta tenha acesso aos conteúdos mais límpidos, mais claros, mais diretos, mais objetivos e mais simples do Evangelho.
Então, se de um lado, na TV aberta, nas reuniões em galpões, na ação marqueteira perversa, na venda de bênçãos, no culto a Mamon, na teologia da prosperidade, nas reuniões de cura divina obrigatória, onde se vende magia, feitiço e encanto em troca de dinheiro, nós vemos milhões acorrendo a isso, e milhões e milhões de reais e de dólares sendo reunidos cada vez mais para essas ações que são verdadeiras blasfêmias ao sentido do Evangelho de Jesus; de outro lado nós temos a chance, aqui na internet, que é baratinha e em alguns casos o uso é praticamente de graça, de expandirmos como nunca o conteúdo do Evangelho.
E uma coisa é interessante: esses grupos, que são verdadeiros crocodilos de boca enormemente aberta na TV aberta, nas rádios, nas mídias de comunicação de massa expressiva, reunindo milhares e milhões de dólares, eles não se dão bem aqui dentro da internet. Aqui na internet eles não conseguem ir a lugar nenhum. Aqui na internet o público é mais vivo, é mais perceptivo, é um pessoal que eles não conseguem levar na garganta. Assim, se existe de tudo na internet, do ponto de vista global, e todas as perversões que a mente humana possa conceber existem dentro desse ambiente virtual, também existem as grandes riquezas da humanidade disponíveis para pesquisa – os grandes processos de aculturamento estão cada dia mais disponíveis; e, também, os conteúdos do Evangelho estão podendo ser amplamente disponibilizados a um custo praticamente zerado, em alguns casos, e, em outros casos, a um custo mínimo, como acontece conosco na VVTV.
E eu quero, de todo o coração, aproveitar essa oportunidade; que eu não sei quanto tempo durará, mas enquanto ela durar nós precisamos, de todo o coração, aproveitar. Temos que nos mobilizar. É um caminho novo, são highways não de estradas, mas de caminhos de comunicação, de conectividade, de relacionamento; e nós temos que ampliar profundamente todas essas redes de relacionamento. Assim, tanto mais quanto a internet e os computadores vão chegando à casa das pessoas, e os celulares, que são alternativas maravilhosas, vão todos ficando conectados à internet, cresce de maneira exponencial a chance e a possibilidade que nós temos de comunicar o Evangelho, de comunicar a palavra de Deus.
Eu estou dizendo isso apesar de também querer afirmar o seguinte: Jesus nunca, em momento algum, disse que o seu povo, que a sua igreja, que a gente do seu caminho, que os seus discípulos seriam maiorias esmagadoras no Planeta. Quem nos vendeu essa ideia – que praticamente todos compraram – foi o imperador Constantino, no quarto século; mas até lá, a igreja estava acostumada àquilo que Jesus disse que ela seria. Jesus chamou a igreja de um pequenino rebanho, a quem o Pai tinha agradado dar o seu reino. Jesus disse que a porta era estreita, não era larga. Ele disse que o caminho era estreito, era apertado, e que eram poucos os que acertariam com ele, contrariamente ao caminho largo. Ele disse, em João 17, não que o mundo inteiro creria nele, mas ele disse que se o mundo visse o amor e a prática relacional do amor sincero, genuíno, sem hipocrisia entre os seus discípulos, o mundo creria que ele, Jesus, fora enviado; não significando, com isso, que o mundo faria uma adesão a Jesus, mas, pelo menos, que o mundo ficaria encurralado ante o fato de que, pela exemplificação de Deus na relacionalidade amorosa, verdadeira, sincera daqueles que são os discípulos de Jesus, não seria possível negar que Deus estivera entre nós.
No entanto, desde o imperador Constantino nós ficamos com a ideia de que a igreja de Deus neste mundo haveria de dominar a Terra. Aí, primeiro foi o catolicismo romano que, de fato, saiu com espadas, com escudos e com coroas, para dominar o Planeta. Boa parte de tudo aquilo que nós chamamos de colonização civilizatória da humanidade foi patrocinada pela espada e pela cruz do catolicismo. Aqui na América Latina toda, e em praticamente toda a África. Só escapou o extremo oriente, mas o resto da Terra foi vítima dessas invasões bárbaras do cristianismo, dizendo e querendo conquistar a Terra, do mesmo modo que o islamismo vigente nos dias de hoje tenta fazer: valendo tudo, praticamente (valendo absolutamente tudo, mais do que praticamente).
Quando o protestantismo surgiu, continuou nele essa ideia de dominação civilizatória que era herança constantiniana e católica. E aí, quando houve a migração europeia para os Estados Unidos, foi-se para os Estados Unidos com a ideia de se criar lá a nova Terra Prometida. A ideologia que animou os que saíram da Europa para a América era chamada “ideologia do destino manifesto” (manifested destiny). Eles foram para lá dizendo: Nós vamos criar a Nova Jerusalém, na Terra; nós vamos implantar o milênio, no Planeta. Foram para lá com essa intenção: de, a partir daquela cabeça de ponte, que pretendia ser absolutamente protestante, dominar a Terra inteira.
Até hoje a política norte-americana é animada pela ideologia do destino manifesto, ainda que, do ponto de vista ideológico, não mais com a mesma consciência do passado, mas com as mesmas pulsões – hoje diminuídas por alguns fracassos econômicos e políticos.
Para não sairmos rodando a História nem o Planeta, a nossa influência no Brasil também foi esta: de que nós estávamos aqui para conquistar o Brasil. Durante muito tempo nós sofremos de um sentimento de inferioridade, porque éramos uma minoria pequena, esmagada. Quando eu nasci havia no País apenas dois por cento de protestantes ou evangélicos. E quando eu comecei a pregar o Evangelho, em 1973, eram quatro por cento de protestantes ou evangélicos no Brasil. Eu assisti a todo esse afã de busca de crescimento. Era um complexo de inferioridade enorme, dos evangélicos, querendo grandeza a qualquer preço, a qualquer custo, cultuando governantes que iam aos nossos cultos, louvando a todos os políticos que nos jogassem um beijinho. Era um culto extraordinário, à mídia, o sonho de todo evangélico era “um dia ver um testemunho de Jesus na rede Globo de televisão” – que fora inaugurada em 1964. Porque antes, nas outras mídias nunca houve nada; foi depois da década de 60 – por volta de 68, 69 – que as primeiras inserções cristãs evangélicas protestantes começaram a acontecer na Televisão. Eu entrei na TV em 73 para 74, e era tudo muito novinho. Mas era essa a fome, era esse o desejo.
Quando veio a constituinte de 1988, a loucura, o surto que bateu nas igrejas evangélicas era de ter o maior número de deputados na Constituinte, para mudar a Constituição, para mudar o País. Nós já iniciamos a década de 90 com o movimento de batalha espiritual declarando, através de hinos de guerra, de congressos que aconteciam para todos os lados, que este Brasil ia ser conquistado em cruzadas espirituais, feitas através de amarrações espirituais. Era o tempo em que o pessoal subia até aos montes para declarar que as cidades seriam de Jesus – ou nas esquinas, ou nas praças. Ou queriam erguer monumentos com a bíblia, para marcar o território. Chegaram até ao ponto de saírem urinando nas esquinas estratégicas das cidades do País, como “leão de judá”, marcando o território.
Enquanto isso, vinha dos Estados Unidos uma herança coreana (da Coréia do Sul, do Paul Yonggi Cho) que pegou na América, a ponto de seminários como o Fuller criarem cadeiras de crescimento da igreja, cursos dos quais o Peter Wagner era o principal mentor, ensinando a fazer as igrejas multiplicarem, crescerem exponencialmente. Sistema de modelos, de marketing, de células, de desdobramento mecânico de pequenos grupos, de alvos, de objetivos, todas essas coisas chegaram aqui e foram vestidas de pentecostalismo e de neopentecostalismo. E tomaram a cara que tomaram, da década de 90 para cá, apenas piorando e sofisticando o abrasileiramento da malandragem dessas coisas todas, como em poucos outros lugares do mundo há igual. Hoje nós sabemos que na Nigéria tem coisa pior sendo feita, mas é da mesma natureza, é a mesma fonte, a mesma semente.
E essa coisa vai crescer. Sempre vai ter público: louco, ignorante, carente; gente sem instrução, gente desesperada, gente que já carrega um paganismo católico no coração, ou o paganismo afro-ameríndio, ou as noções espíritas, ou as influências esotéricas – que são preparações naturais para que pessoas que tenham no coração esses elementos mágicos e fetichistas de crença cheguem nessas igrejas que estão aí e encontrem algo já montado, com uma organização muito maior e com uma afirmação de poder muito mais forte, porque isso é feito em nome de Jesus.
Aí, quem participou disso e quebrou a cara (e a maioria dos que me veem na internet são os que participaram disso e quebraram a cara) entrou num processo horrível: foi ficando descrente, foi ficando cínico, foi ficando profundamente desinteressado. Alguns começaram a ficar esotéricos, outros se tornaram ateus psicológicos. Houve gente até que recorreu e recorre ao candomblé. Há outros que não deixaram as igrejas, mas se tornaram completamente vacinados, vão lá para irem ficando cada dia mais piorados. Alguns mergulharam naquela relação que abandonou a frequência à congregação de qualquer que seja o grupo local, continuam se confessando cristãos na internet, no ambiente virtual, mas só conseguem derramar suas amarguras, suas descrenças, suas tristezas, seus cinismos.
E é isso que tem que acabar, em nome de Jesus. Porque se existe essa multidão de milhares, e já de milhões que não conseguem fazer parte do circo, essas pessoas não podem, todavia, ficar nesse limbo desgraçado no qual o diabo, de fato, nos colocou, porque nos deu injeções horrorosas de perversão religiosa que acabaram se transformando num antídoto contra o verdadeiro evangelho, contra a genuinidade da Palavra.
E eu estou aqui para apelar a você no sentido de que, em nome de Jesus, faça esse tempo acabar. Chega, gente. Chega. Jesus é quem Jesus de fato é. Jesus é o Senhor, mesmo. Jesus ressuscitou dos mortos, mesmo. Essa desgraça que nos cerca é cumprimento de profecia, Jesus disse que muitos se escandalizariam, muitos trairiam, muitos negariam, muitos usariam o seu nome de maneira absolutamente blasfema. Está tudo dito.
E ele disse: E eu vos tenho predito, para que quando aconteça ninguém caia no sono, como as virgens desesperançadas; ou ninguém se torne mau, como aqueles que, dizendo ‘meu Senhor demora’, se sentiram donos do pedaço e quiseram controlar os que eram seus conservos; ou ninguém caia naquela timidez desgraçada que enterra dons, que enterra graça, que enterra talento, que enterra oportunidade, porque diz: não, esse Deus é severo demais. Ou, ainda, para que não se tornem aqueles que ficaram com a mente tão concentrada na ideia de que Deus e religião eram a mesma coisa, Jesus e religião eram a mesma coisa, de tal forma que com a falência de todas as simbolizações religiosas, não conseguindo enxergar Jesus na religião também não conseguem enxergar Jesus onde Jesus, de fato, disse que estaria.
E onde é que ele disse que queria ser encontrado – e que é o critério final do juízo último? É: “Eu tive fome e me deste de comer, eu tive sede e me deste de beber, eu estive nu e me vestiste, eu estive desabrigado e me cobriste, eu fui um estrangeiro e me acolheste, eu estive enfermo e foste visitar-me”. É aí, entre esses que a religião não enxerga porque associa a Jesus grandes eventos, grandes convenções, grandes catedrais, grandes construções, grandes movimentos – tudo grande, tudo enorme, tudo descomunal.
Então, eles ficam procurando nessa grandeza um Jesus que nela não está. E não percebem onde Jesus está: em relacionamentos. Relacionamentos humanos de amor, de solidariedade, de misericórdia, de carinho, de compaixão, de verdade, de sinceridade. E também relacionamentos missionais, do amor que se dirige à marginalidade do mundo, àqueles que planetariamente são os despojados, são os outcasts, são os que fazem parte do “coisa nenhuma”, que é o ambiente virtual que não acontece na internet, mas na esquina – onde virtualmente nós passamos presencialmente por seres que para nós se tornam invisíveis.
Então, em nome de Jesus, eu, que nunca usei o twiter, hoje estou usando pela primeira vez para desafiar você, para pedir a você que use essas redes sociais para divulgar, o máximo possível, a mensagem do Evangelho.
Vá lá no meu site, tire de lá textos e mais textos, e envie os links desses textos para milhares, para milhões de pessoas. Faça a mesma coisa com a Vem & Vê TV. Faça a mesma coisa com pensamentos que você ache que são significativos. Mande-os não apenas para evangélicos, mande para os seus amigos, encha a mala dos seus amigos no Brasil inteiro – sem que você seja um chato.
Faça isso com sabedoria, mas chegou a hora de nós pararmos com essa passividade, ou com essa atitude de quem usa e tecla apenas para ficar jogando lama nas coisas. Coisa diferente é termos um senso crítico em relação ao que está acontecendo mas não parar aí. Imagine só, se eu ficasse apenas escrevendo no site as coisas que eu vejo que não são Evangelho. Para cada coisa que eu digo que não é Evangelho, observe que eu concluo dizendo o que é o Evangelho. E imagine só, se eu ficasse aqui na VVTV, falando, falando, e não saísse desta cadeira a partir da qual eu falo milhares de horas por ano. Eu me levanto daqui para encontrar com gente, para atender pessoas, para pregar o Evangelho cara a cara, para ter relacionamentos.
Se não for assim, nós ficamos apenas nos escondendo e dando a nós mesmos um sentimento de satisfação extremamente ilusório, de que estamos tendo alguma participação naquilo que se convencionou chamar de reino de Deus, para o lado de fora (e agora aprisionado ao ambiente virtual), sem a consciência de que a palavra de Deus só cresce quando ela cresce dentro de nós, como diz Atos 6:7 ao afirmar: Crescia a palavra de Deus e multiplicava-se o número dos discípulos, e muitos sacerdotes obedeciam à fé.
A Palavra cresce quando cresce em mim como consciência, como prática, como encarnação. Ela cresce quando, crescendo em mim, cresce em você e produz discípulos – não aderentes, não frequentadores, mas discípulos de Jesus: gente que aceita o Evangelho, gente que anda segundo o caminho de Jesus, gente em quem o Evangelho não é doutrina, é pratica de vida, é consciência, é olhar, é percepção, é atitude, é modo de ser, é vida. A Palavra cresce quando cresce em mim, cresce em você, produz discípulos que obedecem à fé. Porque o Evangelho nos foi dado para obediência em fé.
Se nós não entendermos essa realidade básica, simples, mínima, nada acontecerá. Se a entendermos, não há qualquer garantia de que vamos transformar o Congresso ou de que o Brasil se transformará numa potência cristã harmonicamente vinculada ao Evangelho; nem de que nós vamos transformar o mundo, nem de que nós vamos implantar qualquer milênio, seja nacional ou seja planetário. Mas com certeza o mundo crerá, na nossa geração, que Jesus foi enviado, se nós nos amarmos uns aos outros e se o Evangelho na nossa vida não for teclado, não for poesia internetiana, não for amargura de twiter, não for declaração, babantemente venenosa, de um sentimento odioso de pessoas que foram tão enganadas que ficaram apenas com amargura no coração, não conseguiram se ver livre da noção do Evangelho mas não permitem jamais que ela crie raízes transformadoras no seu ser.
O que vai acontecer com este planeta provavelmente eu sei e você também. Mas o que pode acontecer na nossa vida é o que eu e você não temos ainda ideia. Como em certa ocasião o Moody, um evangelista do final do século dezenove, disse e continua valendo: o mundo ainda está por ver o que pode acontecer na vida de um ser humano completamente entregue ao evangelho de Jesus.
Você já pensou se em vez de ficarmos com tantas questões e questiúnculas, com tantas dúvidas, com tantos debates teológicos, com tantos sexo dos anjos, nós nos levantarmos como uma geração que foi saída de dentro da religião pelos enganos e pelas amarguras; em vez de ficarmos nesses ambientes dos absintos e dos azedumes, nós mergulharmos de cabeça na doçura apaixonada do evangelho de Jesus, começando por esse ambiente da internet e estendendo isso para as nossas relações familiares, fraternas, tentando criar vínculos não apenas virtuais, vínculos presenciais, reais, onde o Evangelho seja por nós vivido; em vez de ficarmos apenas declarando as maldades da religião, nós começarmos a criar grupos – grupos sem dono, grupos sem chefe, grupos sem bispo, grupos sem apóstolo (serve-nos o Apóstolo da nossa alma: Jesus; serve-nos o Pastor e Bispo da nossa alma: Jesus; serve-nos a Palavra, apenas); se nós começarmos a nos reunir em torno disso, já imaginou o contágio, a virulência, o fermento que disso pode decorrer?
Já imaginou a pequena sementinha do grão de mostarda que pode crescer e virar uma árvore frondosa que dê sombra e abrigo para as aves dos céus que hoje não têm onde fazer os seus ninhos?
Você já imaginou o significado do que pode acontecer se, nós, de fato, encontrando a pérola de grande valor, nos entregarmos à alegria do seu encontro, de todo o coração?
Você já imaginou o que pode acontecer se tropeçando no tesouro no campo nós tivermos a coragem de vender tudo o que temos para comprarmos o campo e ficarmos com o tesouro, de graça – esse tesouro que é graça, que é o reino de Deus em nós?
Era isso que eu queria dizer a você nessa minha primeira conversa através do Twitcam. E peço de todo o coração que você faça isso ir. Nós, aqui na VVTV e no Caminho da Graça, estamos nos mobilizando para entrarmos no Facebook e no Twitter. E até mesmo para criarmos uma rede social de cristãos e de discípulos; não para criarmos um gueto – ela estará aberta a todos os seres humanos – mas uma rede onde os grandes e prevalentes conteúdos sejam esses do Evangelho, que nós possamos com tranquilidade divulgar para as pessoas que a visitem. Porque ali não haverá apenas milhares e, com a graça de Deus, milhões de pessoas, mas haverá milhões de conteúdo do Evangelho e de trocas de um evangelho genuíno, sério e verdadeiro acontecendo.
E eu espero que a virtualidade e a presencialidade se casem, porque só assim haverá missão saudável, haverá expressão completa, integral do sentido do Evangelho. Ao invés de nós ficarmos apenas teclando e teclando, achando que isso é música para anjos, quando não é. Música para anjos são mãos estendidas que tocam feridas; são olhares que olham não apenas para uma câmera, mas olham na a íris real de outro olho humano; são abraços que não são feitos apenas de letras, mas de agasalho no peito; são vínculos, são relacionamentos.
Meu beijo para você. Muito obrigado. A minha oração é que essa palavra tenha caído numa boa terra. Que Deus nos guarde.
Caio (via Twitcam)
Oi gente.
Nós tamos de férias, mas a vida não para. Então compartilho com vocês outro projeto que está acontecendo agora em janeiro com voluntários dessa rede de discípulos de Jesus.
Além do já bastante conhecido trabalho na Nigéria com as ‘crianças bruxificadas’, uma nova equipe está se formando pra seguir pra Angola em fevereiro. O problema é semelhante à Nigéria, mas em escala bem menor.
Mas agora em Janeiro alguns manos estão indo pro Senegal pra tentar iniciar um trabalho com crianças talibés, que são obrigadas a passar a infância trancafiadas e maltratadas por conta do fundamentalismo muçulmano. A equipe já esteve lá em 2011 [vídeo de divulgação ainda antes da primeira ida ao Senegal], fez alguns contatos milagrosamente inesperados e está indo novamente, agora a convite do governo, para um encontro com o presidente e a ministra da primeira infância. Como isso aconteceu? Só Deus sabe. O fato é que nem o governo nem a população atura mais os maus tratos em nome de uma elite religiosa fundamentalista e abestada.
São irmãos nossos, gente que conheço pessoalmente, gente de bem e confiança. Orem por eles. Se puderem, contribuam financeiramente conforme a possibilidade de cada um [http://www.caminhonacoes.com/doeagora.asp].
Pra quem quiser mais informações, mais abaixo está a carta do Quintela. Logo abaixo links pra infos sobre os Talibés:
- O que é talibé?
- Crianças escravas em escolas coramicas
Até logo, ótimo 2012 pra todos.
Tuco.
———- Mensagem encaminhada ———-
De: Marcelo Quintela <marceloquintela@caiofabio.net>
Data: 31 de dezembro de 2011 19:19
Assunto: CHEMIN DE FUTUR – Aos mentores no Brasil e no mundo
Amigos irmãos,
Às vésperas do sol amanhecer um novo ano, quero compartilhar com vocês, os mentores do Caminho, aquilo que não posso mais guardar comigo, sob pena de não ter a oração e a companhia de vocês em nossas incursões na direção de gente abusada pelo mundo.
Embarco para o Senegal dia 14 de Janeiro. O Chico está tomando as providências junto à Embaixada em Brasília.
O Edmilson já estará lá “preparando o caminho” desde dia 03 agora. Voltamos juntos dia 25, se o Senhor permitir.
O que vamos fazer lá em Dakar, capital?
Além de uma agenda imensa, estou indo para uma reunião em especial: Dia 16 temos um encontro com a Ministra da Primeira Infância e da Criança. Temos uma audiência com o senhor Presidente daquela nação.
Como isso aconteceu não dá pra explicar. Foi Deus. Ele que nos tem conduzido em triunfo.
Como sempre, a gente só vai, pousa, procura abrigos e contatos. Tudo acontece diferente e somos “encontrados” pelos filhos da Paz que, literalmente, esbarram conosco. Aleluia! Louvado seja o Senhor da Seara!
Irmãos, tenho a impressão que escreveremos em Senegal, junto às crianças Talibés, uma extraordinária história de AMOR e MILAGRE.
Vai dar um trabalho infinito. Em setembro desse anos, o Edmílson foi enviado como homem do Caminho-Nações para acompanhar o Eduardo, voluntário da AL SAKHRA. Lá ficaram conhecidos pelas missões internacionais como “os meninos do Caio”. Mas, caminhando entre eles, ficou evidente que nada precisa ser feito em oculto. Podemos andar à luz do dia, mesmo a despeito das adversidades. O SENEGAL é um estado democrático de direito e uma nação laica em sua legislação, apesar da maciça maioria muçulmana da população. Há riscos. Mas só porque no amor há riscos
Mas lá os cristãos não estão sendo queimados vivos nas fogueiras como querem nos fazer pensar as agências missionárias que padecem de desonestidade nas informações que veiculam no Brasil.
E se é assim, não é para a AL SAKHRA. É para o “Caminho”. Não é mais uma operação escondida; e uma ação oficial.
Por isso, o Edmílson é agora o líder do Caminho ao Senegal e o empreendedor do CHEMIN DE FUTUR (o projeto CAMINHO DO FUTURO, que pretende roubar as crianças talibés de seus donos em nome de Jesus! Pode ser que não aconteça nada, mas isso só cabe a Deus. A nós só cabe duas coisas: O “eis-me aqui” e a ORAÇÃO dos que ficam…
Por isso, manos amados, por favor, pela Graça de Deus, “por tudo que é mais sagrado” (rsrs): OREM POR NÓS. OREM PELO EDMÍLSON. OREM PELO CAMINHO-NAÇÕES. Orem para que sejamos revestidos com poder do Alto.Orem para que, nós, fracos, que mal conseguimos lidar com os próprios problemas, sejamos uns BICHOS do amor, em ousadia e paixão, energia e sabedoria. Não temos prata nem ouro, não construímos templos, e o que temos é o que damos: Liberdade aos cativos! Levantem e andem!!!
Então…
Além de orar, quem puder, segundo suas posses, com alegria no coração, nos ajude a juntar dinheiro para tanto.
Irmãos, quem está nos ajudando financeiramente, não pare! Quem não está, comece.
http://www.caminhonacoes.com/doeagora.asp
As passagens são o “olho da cara”, apesar de que, lá, ficaremos hospedados na casa do Dr. Joseph, um togolês casado com uma brasileira que estava sendo preparado pelo Pai para a nossa chegada. Mas são muitos dias, e a gente precisa, inclusive, comer…rs
Estamos preparando o material todo: portfólio, imagens em projeção, carta de intenção de abrir um orfanato lá, etc…
Estamos nos preparando…
Para falar com o presidente pra ajudar toda essa gente que só faz… sofrer!!!
Feliz Ano Novo, que só fale se for em novidade de vida,
Marcelo
OBS: Publiquem onde puderem. Para quem desejar saber mais sobre o convite do governo (vídeo), o fenômeno TALIBÉ, os aliados do Caminho naquela nação, escreva para secretary@caminhonacoes.com e fale com a THALITA, que pode enviar os vídeos; e mesmo com o edmilsonneto@caminhonacoes.com
Tudo tudo pode ser compartilhado, só não traduzam para o francês sem autorização do Ed.
Tags: Caminho Nações, Senegal, Talibés
Apesar de escrever relatórios quase diários do que vem acontecendo aqui na Nigéria sempre tenho em mim um verdadeiro receio de dar muitos detalhes e mesmo assim não conseguir expressar a realidade e complexidade do problema.
Mas, hoje, requer um pouco mais de detalhes para que vocês sintam ou pelo menos percebam o que está acontecendo por aqui.
O desemprego na região é algo alarmante. Não se ouve estatística, mas em toda direção que vou vejo pessoas desesperadas por um trocado que seja para que possam comprar pelo menos um pão;
Policiais fortemente armados pelas estradas dobram o tempo de qualquer percurso com tantas paradas e tantas complicações que arranjam para pedir uma propina e pasmem eu vi uma propina de 200 Nairas (equivalente a R$2,00) deixar dois policiais extremamente satisfeitos. E não pensem que isso aqui vale muito, um cacho de bananas custa 250 Nairas.
Na última terça-feira, a caminho do orfanato James 1:27, vi um homem morto abandonado na beira da rua com seu corpo inteiramente queimado. O odor de carne queimada na rua me causava enjôo. Mais tarde vi quatro rapazes, talvez seus algozes, que riam enquanto o enterravam a dois metros adentro daquele terreno baldio.
Cheguei ao orfanato James 1:27 para rever as crianças e ver como vai a obra dos dois quartos que pagamos recentemente para serem acabados. É neste orfanato que mantemos a Esther que resgatamos na minha última vinda. Encontrei a maioria das 50 crianças subnutridas vivendo de uma pequena porção diária de farelo de mandioca com água ou às vezes um bocado de feijão. A pequenina Vitória de aproximadamente 4 anos nos implorou por um pedaço de pão. Todas as crianças lá estão sofrendo com uma espécie de sarna na pele e eles não acham a causa do problema.
Suspeita-se dos colchões e/ou pequenos cobertores que não podem ser trocados por falta de condições. A situação é muito triste e carece muito de nosso cuidado. Fiz promessa no nome do Caminho de os ajudarmos mais.
Dois meses atrás a Esther, talvez pela falta de condições no orfanato fugiu de lá e tentou voltar para sua vila.
Nosso time foi tentar encontrá-la e seu padrasto disse que ela havia aparecido por lá mas que lá não estava mais. A Diana entendeu que ela havia sido abandonada novamente e foi procurá-la pelas ruas, a reencontrou aos trapos e a trouxe de volta ao orfanato. Segundo o pastor do orfanato quando ela chegou e foram dar banho nela viram que ela tinha sido seriamente abusada e sua genitália estava toda desfigurada.
Depois fui rever as 12 crianças (10 meninos e 2 meninas) que se refugiaram nos cômodos abandonados do antigo orfanato CRARN das quais temos cuidado com alimentos, roupas e ajuda escolar desde junho deste ano através de uma família local que se dispôs a cuidar deles.
Ali também no antigo orfanato encontrei também e pra minha surpresa o escritório reativado com duas ONGs trabalhando em parceria e dizendo que desde setembro tem também cuidado das mesmas crianças dando lhes duas refeições por dia.
Minutos mais tardes as crianças vieram me dizer que elas quase nada recebem daquelas ONGs além de esporadicamente uma porção de farelo de mandioca e percebi que ali não passavam de um grupo de 5 ou 6 funcionários do antigo orfanato desempregados a muito tempo, usando o lugar de fachada para levantar alguns fundos para si próprios. Todas as crianças me pediram que continuasse ajudando elas através da família do Godwin e no fim os meninos literalmente me imploraram por mais uma bola de futebol pois a deles já havia furado a vários dias. No dia seguinte quando retornei com uma bola novinha que havia trazido da Inglaterra a alegria deles foi tão grande que parecia que eu havia lhes realizado um grande sonho.
Depois fui até o orfanato da Salvation Army (Exército da Salvação) onde mantemos o pequeno Samuel um menininho muito especial que também resgatamos das ruas e pagamos pelo seu cuidado.
Embora eles tenham uma construção invejável com quartos, casas, templo e muita área ao redor hoje só cuidam de 15 crianças e só contam com 4 funcionários por falta de fundos também.
De lá fui procurar a família da dona Mabel que já a mais de uma semana entrou em contato conosco pedindo ajuda. Pediram que fossemos buscar duas crianças que nos espaço de cinco dias foram encontradas na estrada e que eles não tinham nenhuma condição financeira de cuidar delas.
Chegando lá os conheci. O primeiro que eles haviam encontrado sentado no mato à beira da estrada era o Bassey, um menino de 9 anos bem tímido que não sabe nem exatamente o nome de onde ele morava além do nome da região.
Segundo ele o pai o trouxe e o abandonou na rua. Quando o encontrei ele estava vestindo uma camisa do senhor que o resgatou e estava sem shorts, sem cueca, sem nada. Segundo dona Mabel quando ele foi encontrado estava usando uma roupa literalmente podre, estava extremamente faminto e não fazia idéia de para onde deveria caminhar e por isso sentou ali na estrada e ali ficou.
A segunda criança foi a Favour, aproximadamente 5 aninhos, uma gracinha de menina que não faz idéia do nome do lugar onde ela morava.
Foi também encontrada na beira da estrada com o corpo todo ferido. As marcas estavam espalhadas nas costas e cabeça e se assemelhavam a chicotadas mas ela tentando explicar a causa dizia que foi uma máquina grande e o pessoal acha que ela foi atropelada por algum caminhão e se machucou no asfalto. Por causa da situação em que ela foi encontrada a dona Mabel e seu marido chamaram a polícia que a levou e pelo dialeto dela tentou localizar sua vila, mas não conseguiram e simplesmente a trouxeram de volta. No caso do Bassey na próxima terça-feira a Uduak que trabalha conosco vai passar o dia com ele rodando as vilas de Oron tentando localizar sua vila e família para tentarmos um processo de reconciliação. Mas no caso da pequena Favour não cremos que vamos achar sua família e preciso ainda este fim de semana arranjar um orfanato onde possamos colocá-la e cuidar dela.
Visitei também o que eles chamam de “grande construção da Stepping Stones” e tudo o que vi foi um alicerce realmente bom mas já com muito mato crescendo mostrando a falta de trabalho por ali. Segundo os próprios membros da SSN eles estão com escassez de fundos e isso me disapontou, pois desde o começo do ano os vi deixando as “criancinhas bruxas” meio de lado devido a tanto conflito político com que se envolveram e começaram a desenvolver outros projetos em outros estados e em Gana.
Nas últimas três semanas nosso time resgatou e cuidou do caso de quatro meninos, Samuel (8 anos), Michael (8 anos), David (8 anos) e Israel (6 anos). Samuel está na Salvation Army aos nossos cuidados como já mencionei; David foi encaminhado ao Ministério do Bem estar da Mulher e Criança; Michael e Israel tiveram suas famílias localizadas e foram ambos reconciliados.
Mas hoje, três horas atrás recebi daqui de Eket más notícias lá de Oron. Michael apareceu quase desmaiando na casa do Chief Medekong com a roupa toda suja de sangue. Quando olharam para ele viram que ele tinha um corte enorme na cabeça.
Rapidamente levaram ele para receber algum socorro, chamaram a polícia e os conduziram até a casa de Michael. Chegando lá abordaram seu pai o qual alegou que seu irmão, tio de Michael, bateu na cabeça dele com uma barra. A polícia encontrou seu tio e ele foi detido aproximadamente uma hora atrás.
Ainda a caminho da base nosso time recebeu uma ligação de Joy , uma funcionária da Stepping Stones, pedindo por ajuda. A mãe dela havia encontrado uma menina de 13 anos chamada Glory num terreno baldio atrás de um campo de futebol. Ela disse que foi abandonada lá por sua família mas que mora em outra vila. Glory acaba de ser resgatada e vai ficar na nossa base até arranjarmos um orfanato para ela, enquanto tentaremos localizar sua família.
Também visitei as 200 crianças em Uyo ainda no abrigo temporário em que o governo as colocou depois de tê-las retirado do orfanato CRARN. Depois de nossa última visita lá em Julho e das fortes críticas que fizemos ao governo através da mídia eles aparentemente resolveram agir e contrataram mais pessoas para cuidar das crianças, colocaram quase todas em escolas na região, lhe deram uniformes de escola e colocaram uma enfermeira também no abrigo. Assisti as crianças chegarem num ônibus e vi também a cozinheira preparando um caldeirão de sopa de folhas para elas. Foi muito bom revê-las mas certamente ainda falta o mais importante no lugar, amor. As crianças estão mais carentes do que nunca e carecem de tratamento emocional.
No meio e em volta de todo este caos estão as (LITERALMENTE) milhares de “igrejas” pregando a prosperidade e adorando a mamom. Espalhando em cada canto que você olha seus cartazes e folhetos de campanhas cheios de promessas, quase todas ligadas a prosperidade e libertação dos poderes da bruxaria. Outros prometem o milagre do casamento. A Apóstola Helen que fez aquele filme desgraçado que infernizou a mente dos nigerianos esta com mais uma campanha prometendo vários milagres entre eles a defesa contra ataques de bruxaria, libertação de pesadelos, falta de promoção no trabalho e impotência financeira.
Enquanto isso os valores familiares e qualquer coisa que se assemelhe ao evangelho de Cristo vão desaparecendo. O inferno vai se instalando. Todo lugar que se olha nas ruas vê-se brigas ou a corrupção do ser. E as crianças continuam a ser consideradas o primeiro fardo a ser abandonado quando a situação fica fora de controle numa família. E são rejeitadas, abusadas e abandonadas o mais distante o possível de casa.
Não tenho perdido uma chance de sentar com pastores aqui tendo longas conversas sobre o EVANGELHO e tenho tido momentos muito bons e marcantes. Com a graça de Deus, a partir de fevereiro vamos colocar o Caio na TV local. Finalmente hoje consegui sentar com a direção de um canal e comecei a acertar os detalhes. Devido ao custo estou encomendando somente meia horinha por semana mas tenho certeza que vai fazer toda a diferença na vida de quem essa mensagem alcançar, assim como tem feito na minha e na sua vida.
Nestes dois anos a única coisa que vi melhorar por aqui
e mesmo assim muito lentamente
foi uma estrada que liga um caos a outro caos
e a empresa de petróleo ao aeroporto.
Que permaneçamos todos juntos e firmes nessa batalha.
Beijo em todos.
Leo Santos
Eket, Niger Delta – Nigéria
18/11/2011
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